Voltar à Página InicialEnviar Email

TESTE DE FORÇA

       Nessas últimas matérias, onde temos explorado o assunto relacionado a treinamento de força, talvez até um pouco fora da ordem vamos falar de teste de força máxima. É mais um capítulo da Educação Física que dá “pano pra manga”.
      
       De qualquer forma, o teste de Carga Máxima nunca irá ficar ultrapassado exatamente porque, como muitos assuntos ligados à Educação Física, dá muita discussão... e boa. Sempre haverá defesas contra e a favor exatamente porque quando se trata de corpo humano a teoria e a prática nem sempre caminham juntas, né?
      
      Quem é a favor, de um modo geral, advoga ser o melhor preditor de percentual de carga ao prescrever exercícios principalmente na musculação. Se isso não se aplicasse ao treinamento, já teria sido abolido há muito tempo. Se não houver um teste de carga periódico, como vamos saber se o treinado está ou não evoluindo? Se o treinamento é ou não correto?
      
      Quem advoga contra, em primeiro lugar, alega ser o teste de Carga Máxima muito perigoso e que além da possibilidade de lesão pode não revelar o resultado real de força porque dificilmente alguém consegue recrutar todas as unidades motoras numa única repetição. Além disso, quando se faz um teste de 1RM (uma Repetição Máxima), estamos testando habilidades motoras diferentes do que o testado irá treinar no seu dia a dia, isso, sem falar no fator neuromuscular. O álibi contra essa posição, vem nos fatos e dados: os relatos não comprovam número de contusões oriundas de teste de Carga Máxima se forem adotados os procedimentos de aquecimento e preparo adequado da musculatura para o teste, isso inclui um tempo de aprendizado para o teste.
      
      No posicionamento contra, há quem diga que um atleta de elite só vai conseguir gerar toda a sua força em situações extremas de perigo, medo, raiva ou ainda numa competição onde existe toda uma esfera psicológica favorável a isso. Então, testes de Carga Máxima, fora dessas situações, não avalia a força real. Ainda nesse posicionamento, porque realizar teste em alunos que não visam competição e ou performances atléticas? A título de curiosidade, nessa semana me chamou a atenção uma foto publicada em vários jornais por ocasião do incêndio de um galpão do Ceasa na zona norte do Rio de Janeiro. Um pobre cidadão faminto, desnutrido, morador de uma das favelas próximas, carrega nas costas um fardo com 30 kg de arroz, sem fazer “cara feia” e anda descalço pelos entulhos. O padrão de força física, diante da situação da fome e da oportunidade de levar comida para casa, ultrapassa qualquer teoria de recrutamento de fibras musculares... se é que ele ainda tem isso.
      
      Na prática, a maioria dos profissionais prescrevem o treinamento de modo empírico e ninguém pode também dizer que isso esteja errado se os objetivos do cliente são alcançados. Está leve? Aumenta a carga. Continua leve? Aumenta mais um pouquinho.... e assim vai. Tá pesado? Diminui. Quem trabalha como personal, por exemplo, conhece tão bem o seu cliente que não precisa fazer teste de Carga Máxima. Pode até, a mais das vezes, fazer um inicial mas que pode exigir um período mínimo de adaptação. Outro fator teoricamente "contra" é a preparação. Isso gasta tempo e pode não ser condizente com uma realidade de academia onde circulam mais de 200 alunos por dia. Porque fazer teste de 1RM se o aluno vai treinar séries de “x” repetições conforme objetivos estabelecidos? Já se usa fazer teste de 1RM e o resultado aplicado a fórmulas que determinam o percentual a ser usado nas séries e repetições. Teste de Carga Máxima é diferente de Teste de Repetição Máxima, o recrutamento de fibras tipo I e II são diferentes em momentos do ato motor adversos.
      
      Acredito que o teste de Carga Máxima ou 1RM vai continuar sempre existindo como tema atual porque num trabalho científico, sem ele, o resultado não tem validade. Ele pode até vir a ser substituído por outro mais evoluído, mas medir será sempre preciso.
      
      Conclusão. Na Educação Física, não existe a melhor atividade, e sim a melhor para quem. Para quem é o teste? Para quê? Porquê?
      
      EVENTOS - 1º ersaf – Com o 1º Encontro da Região Serrana de Atividade Física a ser realizado de 06 a 09 de setembro de 2001 no Centro Educacional Opção, Petrópolis não perde nada para os tradicionais grandes eventos nessa área que acontecem no Brasil. Os organizadores se preocuparam com todos os detalhes e estão trazendo os melhores profissionais. Mais Informações (24) 2243-5964 / 2231-0353 ou E-mail: ersaf1@hotmail.com Veja programa completo em “eventos”.
      
      Para Refletir: Sem o primeiro passo não se chega a lugar nenhum.
      
      Sobre a Ética – As realizações profissionais individuais devem migrar para o interesse da classe e da sociedade.
      
      FALE COM A GENTE - Se você tem alguma dúvida sobre exercício físico, mande a sua mensagem para o meu correio eletrônico. Juntos vamos aprender um pouco mais.

Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529

lcmoraes@petrobras.com.br

lcmoraes@compuland.com.br

Voltar à Página InicialEnviar EmailBARRA.JPG (8858 bytes)