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De uma certa forma, quando um aluno novo chega na academia e vê, de
um lado aquele "monte" de aparelho, e de outro a galera fazendo ginástica
localizada rodeada de acessórios: halteres, caneleiras, barras, bastões
e etc. vem a grande dúvida. Pra que serve tudo isso? E se eu quiser
só enrijecer a musculatura? Eu vou pra ginástica ou para as máquinas?
E a força? Pra onde eu vou?
Bom, vamos ver então pra que
serve tudo isso? As máquinas de musculação oferecem basicamente duas
grandes vantagem em relação à ginástica com peso livre: em primeiro
lugar pode-se isolar com mais segurança um grupo muscular que se deseja
trabalhar inclusive com melhores posturas. As máquinas mais modernas,
através de roldanas elípticas e ou contrapesos, ajustam a resistência
oferecida em cada ângulo articular em determinados exercícios. Isso
porque hoje em dia os fabricantes se preocupam em projetar as máquinas
baseado em estudos biomecânicos. Ou seja, não é só engenheiros que
participam dos projetos e sim profissionais especialistas em biomecânica,
anatomia, ergonomia e, etc. Em segundo lugar, as máquinas possibilitam
cargas muito maiores atendendo melhor os objetivos da hipertrofia.
Os pesos livres oferecem a vantagem
de recrutar, em determinados exercícios, grupos musculares menores
para auxiliar, estabilizar e ou equilibrar o movimento principal proporcionando
harmonia muscular com menos tempo, desde que, a execução seja bem
orientada. Na diferença de resultado, os dois tipos de treinamento
cumprem bem os objetivos tanto de aumento de massa muscular como de
Resistência Muscular Localizada. A diferença básica é que, quando
se deseja hipertrofia máxima as máquinas são mais seguras. Com pesos
livres esse objetivo fica limitado. Mesmo assim, é um erro pensar
que os pesos livres usados na ginástica localizada só atendem ao trabalho
conhecido como Resistência Muscular Localizada. Pode-se muito bem
trabalhar força, aumentar a massa muscular e a maioria dos outros
objetivos, tais como diminuição de percentual de gordura, estética,
Qualidade de Vida, recuperação de lesão e etc. Tudo isso pode-se conseguir
tanto nas máquinas como nos pesos livres. Também não existe o melhor,
assim como não existe a melhor atividade física, tudo depende dos
objetivos conjugados com a preferência do cliente.
A vez do Leitor - Método Pirâmide
- Gostaria de saber mais sobre o método pirâmide, e também se posso
utilizá-lo trabalhando tanto resistência quanto força, no caso, a
série seria de 20, 15 e 10 repetições. Quero usá-lo com um aluno adolescente.
Prof.a Andrea
Amiga professora! Os muitos métodos
na musculação é uma poderosa ferramenta pra gente não ficar fazendo
sempre a mesma coisa proporcionando assim estarmos sempre variando.
Qualquer método, se aplica ao objetivo proposto, seja hipertrofia,
força ou resistência.
Procure não dar muito ouvidos
às pessoas que defendem, com "unhas e dentes", esse ou aquele método
dizendo que "tal" método é melhor. Cuidado com os chavões "Eu aplico
nos meus alunos e dá resultado".
Nenhum método provou até hoje
ser melhor ou pior do que outro. Todos são tão bons ou ruins quanto
qualquer um. Mais uma vez. Eles existem para você não cair na mesmice.
Sendo assim, a sua proposta para resistência, 20, 15, 10, não vejo
nenhum problema... Para hipertrofia use 12, 10, 8. O importante também
não é ficar presa a repetição específica. Tem que fazer 20, 15, 10.
Procure fazer sempre os ajustes mais adequados aos alunos. Enquanto
um pode estar, dentro dos mesmos objetivos, fazendo 20, 15, 10, outro
pode se adaptar melhor com 18, 14. 11. Não tem problema. Mais uma
vez. O importante é não perder o fundamento.
Espero
tê-la satisfeito na resposta.
Voador
- Na academia surgiu uma discussão sobre a posição inicial do exercício
voador. Teve gente até defendendo que é lesivo. Gostaria de saber
a sua opinião a respeito. Marcos.
As
escápulas, formam com o plano frontal um ângulo de 30º e com a clavícula
60º. A posição inicial, a princípio, deve partir dessa angulação,
sobretudo para os iniciantes porque é uma posição de conforto. Partindo
de uma posição bem aberta, os músculos peitoral e as porções I e II
do deltóide, partirão da posição em pré-estiramento com as escápulas
abduzidas e aproximadas. Nesse caso o ângulo entre a escápula e a
clavícula tende a aumentar em aproximadamente 70º, segundo Kapandji
2000.
Se
por um lado o iniciante deve respeitar os ângulos anatômicos na execução
dos exercícios, o intermediário e o avançado, se não treinar angulações
máximas, a flexibilidade diminui. Portanto, nos exercícios voador,
no supino e no crucifixo, a abdução máxima horizontal, dependendo
do indivíduo, deve ser treinada pelo menos de vez em quando.
Para
Refletir: Não adianta só fazer cursos de criatividade. O que você
tem feito de criativo ultimamente?
Sobre
a Ética - Os problemas pessoais dos clientes morrem com os profissionais
de saúde e o sacerdote.
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