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A puxada por trás lesiona ou não é feita direito? |
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Há algumas semanas conversamos sobre supostos exercícios proibidos
e chegamos a comentar que na verdade eles não existem, e sim pessoas
não podendo fazer esse ou aquele exercício. Essa fraqueza muscular pode gerar um desequilíbrio de forças vetoriais fazendo com que a cabeça do úmero atrite contra o acrômio gerando as dores e possíveis lesões, principalmente se o deltóide estiver bem desenvolvido. O exercício da puxada por trás, destinado ao desenvolvimento do grande dorsal e boa participação também do peitoral na fase concêntrica, (quando puxa), a partir da posição paralela ao chão até a posição final, é um dos que pode gerar a síndrome do impacto caso o manguito rotator esteja fraco. É consenso entre os estudiosos que uma das funções desse grupo muscular é centralizar exatamente a cabeça do úmero da cavidade glenóide. Entre os adeptos à musculação é normal a preferência de um e outro exercício, sendo os campeões entre os homens o supino com suas variações e as puxadas, respectivamente destinados ao desenvolvimento do peitoral e do grande dorsal, fato que pode levar inadvertidamente ao desequilíbrio muscular citado. Os diversos métodos de treinamentos: agonista / antagonista, parcelado, completo por articulação, alternado por segmento e etc. não foram criados por acaso, da mesma forma as séries e repetições com objetivos bem distintos. Sendo assim, quando, pensamos em peitoral bem desenvolvido precisamos lembrar dos músculos lá de trás, os da cintura escapular e os do manguito rotator direcionando o movimento. Se pensamos em um bom bíceps temos o tríceps fazendo o papel de antagonista. Portanto, não adianta gostar só de supino. Para desenvolver uma musculatura harmoniosa mesmo não gostando, a prescrição do exercício inclui remada sentada aberta e ou fechada, crucifixo invertido e plano, voador entre outros. A discussão existe e algumas academias, por medida preventiva como lida com uma população muito heterogênea chegam a listar a puxada por trás como proibida. Não se tem notícias, por exemplo que um fisioculturista tenha problemas de síndrome de impacto dessa natureza por serem pessoas preocupadas com equilíbrio e harmonia muscular. Para chegarmos à conclusão que especificamente a puxada por trás é lesiva ou não, é preciso muito mais estudos e ainda são poucos. A maioria até agora, inclusive feitos em cadáveres mostraram que a causa está na fraqueza do manguito rotator. Para Refletir: O homem aprende sozinho a dar os primeiros passos. Quando cresce, alguns não andam nem com empurrão. Sobre a Ética - O lobo protege a sua alcatéia... nos dão exemplo de corporativismo e comportamento ético, ou não? FALE COM A GENTE - Mande a sua mensagem. Sua opinião é muito importante.
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Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529 |
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