Voltar à Página InicialEnviar Email

Bíceps Braquial... Símbolo da Força.

       O bíceps braquial é um músculo biarticular com duas origens e uma inserção atuando tanto na articulação do ombro como no cotovelo e com participação na radio-ulnar.
      
       A primeira origem é a porção longa no tubérculo supraglenóide da escápula.
      
      A segunda, porção curta, tem origem no ápice do processo coracóide da escápula. É o principal músculo flexor do cotovelo com sua inserção na tuberosidade do rádio. Portanto, começa na escápula, atravessa o ombro, o cotovelo e termina no rádio. É auxiliado pelo braquial anterior e o braquiorradial que são monoarticulares atuando na flexão do cotovelo, e devido às características do bíceps braquial, podemos trabalhar de variadas formas: com as origens fixadas flexionando os cotovelos como no caso dos exercícios de rosca direta, scott, concentrada, braços em cruz com polia alta, ou com a inserção fixa flexionando a articulação do cotovelo movendo o úmero em direção ao antebraço. Exemplo do tradicional exercício na barra fixa.
      
      Como é um músculo aparente e que mexe de certa forma com a vaidade masculina, existem vários exercícios a ele destinado. A Rosca Scott no aparelho talvez seja o mais seguro porque obriga um trabalho isolado do bíceps braquial, braquial e braquiorradial dispensando a ação de estabilizadores.

      A engenharia dos novos aparelhos permite que a resistência seja constante em quase toda a amplitude do movimento sendo que o maior braço de resistência e torque ocorre a 90º de flexão do cotovelo e exigência do bíceps braquial. Como ele não trabalha sozinho, a 100º de flexão do cotovelo é a vez do braquial ser mais exigido.

      Na Rosca Scott os braços ficam apoiados evitando-se a movimentação dos ombros isolando também a ação dos flexores de ombro. Os iniciantes devem, nesse exercício, evitar a extensão completa do cotovelo, momento de maior desvantagem mecânica .

      A Rosca Direta - É um exercício exigindo muita atenção à postura por ser cercado de mitos, preconceitos e invenções sinistras. Entra em ação os estabilizadores, sinergistas, auxiliares e tudo o mais... Todo mundo trabalha um pouquinho. Os trapézios e os músculos da cintura escapular mantém a estabilidade, o abdome, os paravertebrais e os intercostais participam da postura e as pernas da base.

      O maior braço de resistência também acontece a 90º de flexão do cotovelo exatamente quando a barra está mais longe do corpo e o antebraço paralelo ao chão. Isso exige ação dos músculos da batata da perna (gastrocnêmios e sóleo) tentando evitar a perda do equilíbrio porque o peso da barra desloca o centro de gravidade para a frente.

      No início do movimento há uma tendência dos cotovelos se deslocarem para trás e pode ser evitado.

      As pernas devem ficar paralelas e ligeiramente flexionadas, embora nada impede de se fazer a base do judô com uma perna mais à frente e outra atrás. Com as pernas paralelas o desequilíbrio é mais evidente. Particularmente prefiro ter mais base.

      Um erro comum é a infeliz idéia ou invenção do "encaixa quadril". As curvaturas da coluna devem ser mantidas no seu natural. Ou seja, posição anatômica. A retificação da lombar pode diminuir a capacidade da coluna dissipar forças em até 50%. Aí, não adianta "encaixar quadril" achando poder aumentar a capacidade de levantar mais peso. A coluna pode "pagar a conta" na forma de lesão.

      Deve-se também evitar a flexão total de tal forma que a barra se aproxime muito do peito ou que o cotovelo se desloque para a frente ficando debaixo da sobrecarga exigindo muito mais dos flexores de ombro além de aumentar o estresse articular do cotovelo sem necessidade. Para se evitar isso, basta manter os cotovelos sempre ao lado do tronco.

      Outro "suposto" erro é a tradicional "roubada". Ou seja, o ato de encolher os ombros numa posição cifótica principalmente se a carga for muito pesada. A coluna e as articulações escápulo-umeral nesse caso podem estar indo para o sacrifício. Portanto!!!! Sem invenções... peito pra fora, barriga pra dentro e curvaturas da coluna normal.

      Todos os exercícios destinados ao desenvolvimento do bíceps braquial são eficientes e as variações, principalmente da posição da pegada supinada, pronada ou em "martelo" tem como objetivo, pelo menos teórico, mudar a solicitação motora da porção distal, medial e proximal. Entretanto, ainda não existem estudos suficientes comprovando isso. O que se sabe é que a maior solicitação ocorre a 90º e o exercício mais anatômico é a rosca direta com a barra "w" embora, não haja também unanimidade nos estudos. Todos são tão bons ou ruins quanto. De qualquer forma, é sempre bom variar já que são tantas as opções.

      Visite também: www.cdof.com.br/consult44.htm

      Para Refletir: Não importa a cor e o tipo de cabelo e se os tem ou não na cabeça. Importa saber se a sua cabeça pensa.

      Sobre a Ética - Não adianta "encher a boca" para dizer-se ético correto. A mentira tem perna curta e não dá para ir muito longe.

     FALE COM A GENTE - Mande a sua mensagem. Sua opinião é muito importante.

 

 

Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529

lcmoraes@petrobras.com.br

lcmoraes@compuland.com.br

Voltar à Página InicialEnviar EmailBARRA.JPG (8858 bytes)