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DE SIVRAC A JOHNNY G |
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Ao ser humano é inerente o fascínio pela velocidade, e por isso, desde
os primórdios, lá pelo século XIV já imaginava se deslocar sobre rodas.
Como toda invenção é aperfeiçoada de uma anterior, em 1817 o Barão de Karl Friedrich Von Drais, melhorou o Celífero acoplando um mecanismo de direção. Ainda assim, não tinha pedal e andava-se empurrando-a com os pés no chão. Foi chamada de Draisina ou Draisiana. Daí pra frente, em 1840 ganhou pedal numa espécie de velocípede com a roda dianteira muito maior que a traseira e em 1880 ficou, por assim dizer, mais com a "cara" da bicicleta conhecida nos dias de hoje com o modelo aperfeiçoado pelo neto de Starley, o criador da "Rover". Ela ganhou um quadro em forma de trapézio, as rodas foram redimensionadas, guidão direto à roda dianteira e tração traseira por corrente. Em 1888 John Boyd Dunlop patenteou o primeiro pneu de borracha com ar sendo que Edouard e André Michelin foram os responsáveis pelas câmaras de ar com válvula protegida por outro tubo de borracha, o pneu propriamente dito. As bicicletas começaram a se desenvolver rapidamente, principalmente no que diz respeito a materiais de construção adequados ao uso. Assim, surgiram bicicletas para circularem nas cidades, nas estradas, nas montanhas e até na guerra. No meio do ciclismo surgiram termos próprios, geralmente americanizados. A começar por "bike". Carinhosamente, a "galera" da cidade, usuário da bicicleta "pau pra toda obra", apelidou-a de "camelo" em alusão às usadas nas regiões mais inóspitas da Ásia Central. São também conhecidos termos que identificam manobras e situações básicas. Downhill - Do inglês "em declive". Uphill - Pra descer, tem que de alguma forma subir. O termo está mais associado a subida difícil ou, ao pé da letra subir a colina. Esprintista - Esse é um termo de origem americana aportuguesado para identificar o especialista em velocidade, vindo do "sprint". No caminho das invenções e adaptações à realidade, surgiram nas academias as esteiras elétricas simulando a corrida e as bicicletas estacionárias tentando um paralelo com o ciclismo. Entretanto, às tradicionais ergométricas faltava algo mais atrativo que promovesse a empolgação e a retratação da realidade mas com uma visão científica da Fisiologia do Exercício e proteção da saúde do praticante. Assim, surgiu em 1995 o método Johnny G. Spinning de treinamento cardiovascular, patenteado pela empresa americana Mad Dogg Athletics, tornando-se uma febre em todas as academias do mundo inteiro. O sucesso deveu-se ao fato do seu inventor, Johnny G., um apaixonado pelo ciclismo ter inventado uma bicicleta estacionária capaz de simular as dificuldades físicas e mentais encontradas numa prova de ciclismo de resistência como é a Race Across América, competição de onde Johnny G. traz toda sua bagagem de experiência. As spining permitem ao praticante pedalar em pé ou sentado, com ou sem esforço, porque o sistema de transmissão e a roda dianteira pesada possibilitam essas manobras. Para que o spinning não se transformasse numa atividade sem controle, o programa traz uma forte filosofia de vida e uma preocupação com a condição física individual de cada praticante. Por isso, trabalha-se nas cinco faixas ou zonas de freqüência cardíaca calcadas na Fisiologia a saber: 50/60% da Máxima - usada na recuperação dos Intervalados, no aquecimento, no desaquecimento ou numa breve sessão de mentalização com música mais calma. A faixa de 60 a 70% pode ser considerada como moderada e indicada para a perda de peso e queima de gordura e de calorias, a proposta central do programa. De 70 a 80% é mais apropriada a quem deseja melhorar o condicionamento cardiovascular. De 80 a 90% é uma zona onde geralmente se situa o limite do condicionamento aeróbio da maioria das pessoas, conhecido na Fisiologia como Limiar Anaeróbio. Já a zona de 90 a 100% é essencialmente anaeróbia e indicada aos alunos mais avançados ou precisando por várias razões desenvolver essa valência física. Para Refletir: Quem conhece os próprios limites do saber e da ignorância, por si só já pode se considerar um sábio. Sobre a Ética - Ouvir as pessoas, tenham ou não títulos, além de educação é uma questão de ética. FALE COM A GENTE - Mande a sua mensagem. Sua opinião é muito importante e obrigado pela sua visita.
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Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529 |
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