Voltar à Página InicialEnviar Email

DOR LOMBAR II (A Ginástica Olímpica)

       Na semana passada começamos a ver que a dor lombar está associada a certos movimentos repetitivos e que algumas modalidades esportivas são mais suscetíveis que outras, mas que podem ser perfeitamente evitáveis.
      
      A Ginástica Olímpica - Talvez seja a modalidade esportiva mais cercada de discussões a respeito das contusões. Pra começar existe a célebre pergunta:
      
      É verdade que a Ginástica Olímpica deixa o atleta baixinho? É verdade que diminui os espaços entre as vértebras? A resposta vem com outra. É a Ginástica Olímpica que deixa o atleta baixinho ou o baixinho tem mais facilidade de praticar?
      
      Sem dúvida nenhuma a própria dinâmica da modalidade expõe maiores riscos à coluna principalmente à lombar. A hiperextensão é um dos movimentos sempre presentes na maioria dos exercícios de solo e aparelhos.

      Além disso, acrescenta-se aí o impacto dos saltos sobre o cavalo, as saídas da trave de equilíbrio e das barras assimétricas. Mesmo sendo os praticantes dessa modalidade pequenos e de baixa estatura, o impacto é bastante considerável.

      Como faz parte da atividade, a exigência dos graus máximos de flexibilidade em praticamente todas as articulações, os adeptos estão sujeitos às diversas contusões e dores generalizadas, inclusive lombar. Os índices de espondilólise em ginastas, citado por Canavan 2001 varia de 15 a 30% além do risco da doença de Scheuermann (uma combinação de alteração da placa terminal vertebral e encurtamento do corpo vertebral). A faixa etária de 15 a 17 anos é a de maior incidência.

      De um modo geral a ginástica Olímpica exige muitas horas de treinamento, principalmente para os atletas de alto nível. A prevenção consiste em reforço dos músculos agônicos e antagônicos responsáveis pelos movimentos da coluna ao mesmo tempo que esses mesmos grupos musculares precisam de resistência e flexibilidade. As horas mínimas de repouso entre um treino e outro são fundamentais para a recuperação hídrica do suco pulposo e lubrificação dos anéis fibrosos. Parte desse material aquoso durante o dia, com a ação da gravidade, somado ao impacto do treinamento são absorvidos, como uma esponja pelos corpos vertebrais diminuindo a resistência dos discos intervertebrais deixando o atleta sujeito a lesões tais como hérnia de disco. ( Kapandji 2000).

      A Musculação - Apesar de ser uma das atividades com um número bastante grande de estudos, as pessoas não procuram a fonte das informações esdrúxulas que assolam as academias. Os estudos dão indicativos de ser uma das atividades mais seguras para todas as idades, desde que bem orientada por profissionais habilitados e atualizados. Ainda "rola" muita crendice popular, entre elas a de que muitos exercícios como por exemplo os agachamentos lesionam a coluna lombar. Falam e divulgam tudo, menos que as curvaturas, destinadas a dissipar forças, se respeitadas durante a execução dos exercícios, a probabilidade de lesões são mínimas. Até mesmo a categoria de arranque e arremesso, uma modalidade Olímpica, se a técnica de execução for seguida, os índices de lesões são bem baixos. O momento de maior perigo é durante a transição do movimento da flexão para a extensão da coluna na hora da arrancada do levantamento do peso acima da cabeça. Existem estudos contraditórios. Enquanto uns sugerem índices de até 40% de incidência de dores lombares, outros relatos indicam uma redução desses números pela metade entre os praticantes que executam corretamente os movimentos e seguem fielmente as orientações profissionais.

      A Ginástica Localizada - É uma atividade presente e quase obrigatória em toda academia que trás toda uma fundamentação teórica da musculação. Muita gente continua, em nome de uma suposta criatividade, querendo "inventar a roda". Excesso de lotação nas aulas, excesso de repetição e alunos não preparados para determinados exercícios autorizados a fazer a aula, são as principais causas de lesões e dores na lombar.

      Basquete - Entre os praticantes dessa modalidade as lesões ou contusões da lombar estão mais relacionadas com a posição e ou função do jogador dentro da quadra. O pivô e o armador estão mais expostos no momento da disputa do rebote onde são obrigados a giros rápidos com flexão e ou extensão seguida de impacto na hora de driblar o adversário e tentar o ponto no arremesso da bola à cesta.

      Balé - Os movimentos repetitivos de flexão e extensão também associados aos saltos clássicos e o levantamento de suas companheiras são as principais causas. Pior ainda quando acompanhados de má nutrição, descanso insuficiente e o descaso com o treinamento físico específico de reforço das cadeias musculares mais solicitadas. Normalmente os bailarinos treinam demais a técnica e ignoram a resistência muscular. A preocupação exagerada com a silhueta pode leva-los a rotina de dietas duvidosas.

      Para Refletir: Culpar os outros pelo fracasso é muito fácil. Difícil é reconhecer que o Marketing foi mau feito.

      Sobre a Ética - Negar auxílio dos mais experientes é como navegar sem rumo. Não se chega a lugar nenhum.

     FALE COM A GENTE - Mande a sua mensagem. Sua opinião é muito importante e obrigado pela sua visita.

 

 

Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529

lcmoraes@petrobras.com.br

lcmoraes@compuland.com.br

Voltar à Página InicialEnviar EmailBARRA.JPG (8858 bytes)