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CONTROLANDO A INTENSIDADE
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Antigamente academia era um lugar cheio de barras de ferro, anilhas
pesadonas, aparelhos muito rústico de musculação e freqüentadas por
homens. Uma secretaria simples, vestiários sem muito luxo e só. Os
métodos de exercícios eram quase uma receita de bolo dos fisiculturistas
com suas fórmulas de sucesso. treinados- Sheffield e col,1965) = 198 - (0,42 x idade); (FCM - Jones e col,1965) = 210 - (0,65 x idade); Renato Lotufo e Turíbio Leite de Barros: 208 - (0,7 x idade). Isso serviu para frear um pouco os excessos e a diminuir os problemas cardíacos durante a prática esportiva. Mesmo o controle da freqüência cardíaca e até da pressão arterial estão passíveis de falhas. É difícil, mas uma pessoa pode estar enfartando ou sentindo desconforto sem variação desses parâmetros durante a prática esportiva ou de uma atividade física qualquer. Por isso, ainda nos anos 50 surgiu um bom método de controle que leva muito mais em conta a sensibilidade individual do praticante. A escala de Borg criada pelo fisiologista sueco Gunnar Borg. Como funciona? Numa escala numérica de 0 a 12 readaptada da original que ia de 0 a 20, o aluno usa sua própria sensibilidade e se posiciona para saber o grau de esforço subjetivo percebido. A escala não invalida os outros métodos conhecidos sendo mais um para somar à segurança da prática da atividade física. A escala: (O - Nenhum Esforço Real) (0,3) (0,5 - Extremamente Fraco) (1 - Muito Fraco) (1,5) (2 - Fraco) (2,5) (3 - Moderado) (4) (5 - Forte) (6) (7 - Muito Forte) (8) (9) (10 - Extremamente Forte) (11) (12 - Máximo Absoluto). Essa escala também deve levar em consideração, para quem está observando, a expressão sinestésica. O aluno está cansado ou morrendo? O outro método de controle da intensidade do exercício bastante seguro é o Duplo-Produto, um índice não-invasivo que melhor reflete o consumo de oxigênio do miocárdio e corresponde ao produto da Pressão Arterial Sistólica pela Freqüência Cardíaca. A grande importância de sua determinação reside na avaliação da dor torácica e dos esquemas terapêuticos protetores para a isquemia do miocárdio. O músculo cardíaco. O método permite limitar a intensidade de qualquer exercício seja aeróbio ou anaeróbio. Digamos que um sujeito esteja correndo numa esteira com uma velocidade próxima ao seu Limiar Anaeróbio. Sua PAS pode estar a 140 x 70 mmHg e sua FC a 170 bpm. O Duplo-Produto então será de 23800. O mesmo sujeito em outro dia pode estar "pegando pesado" na musculação com sua PAS chegando a 160 mmHg mas a FC não aumentará muito; digamos que chegue a 110 bpm. O resultado será de 17600. Se sua série for ainda mais pesada sua repetição será menor e o tempo hábil para a FC aumentar será ainda menor. Portanto, teoricamente, mais seguro. Esse pode ser um dado importante para se recomendar qualquer atividade partindo do princípio que para diminuir o Duplo-Produto, ou diminuímos a PAS ou a FC. Bom, o nosso coração, fazendo uma analogia com o automóvel é como se fosse o conta giros. Não adianta passar da zona alvo que a máquina não vai render mais. Pode é quebrar. A ciência e a tecnologia evoluem assustadoramente em todos os segmentos. Na saúde e na Educação Física também. Fique atento e mantenha-se atualizado porque hoje é muito mais fácil.
Para Refletir: Pessoas pouco inteligentes podem fazer muito barulho. São como tambores... vazias por dentro. Sobre a Ética - Quem vive preocupado em apontar os erros dos colegas de profissão, esquece de crescer. FALE COM A GENTE - Mande a sua mensagem. Sua opinião é muito importante e obrigado pela sua visita.
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Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529 |
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