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FASES DA PROPULSÃO E VALÊNCIAS FÍSICAS.
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Vimos nas matérias anteriores que nadar consiste em domínio da flutuação, equilíbrio e deslocamento dentro d'água. Também vimos que todo aprendizado deve necessariamente passar pelas diversas fases de desenvolvimento das habilidades motoras.
Entre tantas valências físicas
importantes para a prática esportiva, assim como para qualquer outra
modalidade são fundamentais a força, a resistência aeróbia e anaeróbia
e a flexibilidade. Nesse momento a flexibilidade das articulações do ombro, cotovelo, punho e cintura escapular, vão fazer a diferença do prolongamento ou extensão da braçada. Os melhores nadadores não "batem" na água, e sim mergulham a mão e o braço levantando menos volume de água. A fase seguinte, de agarre é, por assim dizer, a de preparação para começar o deslocamento ou propulsiva. A gente sente um volume considerável de água na mão. A tração, como o próprio nome sugere, é quando começamos verdadeiramente a empurrar a água para trás. Para isso, há anos adota-se o movimento de semicírculo sem ultrapassar a linha média do corpo. Disso depende o alinhamento do corpo numa determinada direção. O nadador que ultrapassa muito essa linha média imaginária é obrigado a se contorcer deslocando mais água, fato que irá frear a propulsão. Olhando-se de fora, parece uma "cobrinha". A última ação propulsiva é a empurre. Nessa fase vale destacar os erros mais comuns. Os braços não são como um remo de madeira e os nadadores que mantém o braço estendido, tentando dar um último impulso para frente, na verdade jogam o volume de água para cima contra o corpo gerando uma turbulência prejudicial ao movimento contínuo. Além do mais, a força exercida nesse erro, pode contribuir para uma fadiga precoce dos músculos propulsores. Essa fase deve ser vista como uma preparação da entrada do braço oposto na água sem deixar a velocidade oscilar. A última fase, a de recuperação, não tem o objetivo de fazer força, e sim de manter o braço relaxado, cotovelo alto e flexionado equilibrando o movimento. O braço deve sair da água sem criar atrito da mesma forma que entrar. Não é difícil perceber que o ato de nadar se traduz em movimento cíclico e repetitivo sendo as diversas manifestações de força, básica, específica e de competição, mais ou menos importantes conforme a distância preferida do nadador. Devido à complexidade do movimento da natação, o desenvolvimento do trabalho de força fora d'água é mais difícil porque não existe até hoje um equipamento que simule o ato motor específico. O que se faz é trabalhar os músculos propulsores (bíceps, tríceps, peitoral, quadríceps e grande dorsal). Dentro d'água, a indústria de equipamento aquático vem trabalhando bastante e já existe um bom arsenal com esse objetivo, tais como elásticos, palmares de diversos tamanhos e modelos e etc. Nos centros de treinamento mais avançados, atletas nadam contra correnteza artificial especialmente preparadas para isso. Entretanto, a ordem do trabalho de força não difere do tradicional de acordo com a periodização. Força máxima, resistência da força e específica. Sabe-se que a melhora da resistência da força e específica depende muito de como foi feito o trabalho de base. Na musculação, mesmo no trabalho de base, outro fato a considerar é que os exercícios devem ser prescritos sem perder o foco da modalidade onde a ordem, os métodos e as angulações devem estar de acordo com a atividade fim. Finalmente, para completar, o nadador não deve dispensar as seções de alongamento visando o desenvolvimento da flexibilidade. O gesto esportivo, como ficou óbvio, será mais ou menos perfeito de acordo com a maior ou menor amplitude do arco articular. Claro, na natação as articulações dos membros superiores, especialmente a do ombro e cintura escapular, têm um grau de importância bastante significativa na propulsão. Referências: Valdivieso, Fernando Navarro, phD - Treinamento Muscular Fora D'água - Parte II. Disponível em: http://www.paradesporto.com.br/revista/pages/tecnico/artigo_0002b.htm. Acesso em, 5/8/2003; Glasser Danilo, A Tradicional Braçada do Crawl. Disponível em: http://www.paradesporto.com.br/revista/pages/tecnico/artigo_0004.htm. Acesso em, 5/8/2003.
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Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529 |
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