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MÚSICA ADEQUADA PARA FAZER EXERCÍCIO

      "Quem canta seus males espanta"... no fundo, no fundo, todos nós quando ouvimos uma música, temos mesmo vontade é de dançar e fazer movimentos.

      A música tem a facilidade de mexer com os nossos sentimentos guardados no subconsciente tanto as boas quanto as más lembranças... da infância, da adolescência, dos amores, dos desamores e muito mais. Há quem defina uma diferença entre som e música. O som são os naturais e a música, organizada em notas musicais com origem nas manifestações da cultura humana. Mesmo a música agradável pode se tornar indesejável, chata e irritante dependendo da altura que nos dispomos a ouvi-la.
      
      Tudo que a gente faz, fica melhor com música e a ginástica não é diferente. Nos anos 60, Kenneth Cooper experimentou fazer saltitos ou corrida estacionária com música. Aí, uma certa Dra. Phyllis Jacobson, professora de Educação Física da Brigham Young University de Utah (EUA) e a professora de dança Jacki Sorensen, criaram uma ginástica de solo dançada. Os primeiros passos na Ginástica Aeróbica, precursora de todas essas novidades de academia: street funk, aero funk, step, pump, aerolocal entre outras atividades coreografadas. Qualquer atividade física, fica melhor com música desde que seja o ritmo certo para a atividade e intensidade certa, sendo isso já científico.
      
      Ainda na Era Cooper, década de 70, o alemão Liptak publicou um artigo analisando o efeito da música "pop" na freqüência cardíaca, na pressão arterial, durante o repouso, o exercício e na recuperação, concluindo haver boa correlação entre os efeitos fisiológicos e os psicológicos. Outros autores, citados pelo prof. Paulo Gentil, tais como Becker et. al. -1994, Brownley - 1995 entre outros estudiosos, analisaram diversas respostas fisiológicas associadas a ritmos musicais diferentes.
      
      Becker, entre outras conclusões, verificou respostas positivas nas caminhadas relacionadas a ritmo mais forte. Ou seja, a música pode fazer o sujeito andar ou correr mais.

      Os estudos de Szmedra & Bacharach - 1998 concluíram que além do sujeito correr mais sob efeito da música, o esforço psicobiológico pode ser menor. Ele comparou testes ergométricos em esteiras rolantes visando medir VO² Máximo em corridas submáximas com e sem música e as respostas de FC, PA, Duplo-Produto e acúmulo de lactato foram menores com música.

     Tudo isso é verdade e só corrobora o que na prática já se faz nas academias. Entretanto, o prazer pode se transformar em tortura se a música não estiver na altura certa medida em decibéis ou o ambiente não estiver de acordo. Tem sido constatada em consultórios médicos queixa otológica tais como zumbido, sensação de ouvido tapado por parte de professores e alunos vítimas de som muito alto nas academias. O limite de tolerância do homem a ruídos contínuos e intermitentes, estabelecido pelo Ministério do Trabalho, é de 85 decibéis por 8 horas diárias. Pessoas que trabalham em ambientes sonoros, como é o caso dos professores, podem ficar surdas. O padrão estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o ouvido humano é 70 decibéis.

      Um interessante trabalho publicado na Internet, da autoria de Maria José Deus e Janice Brites feito em 14 academias de Florianópolis - SC, constatou que a maioria trabalha com valores sonoros acima do permitido por lei e recomendado na preservação da saúde, além de muitas das salas de ginástica não serem adequadas no que se refere a tratamento acústico. O resultado disso é que as vítimas têm sido os próprios professores onde a maioria apresenta problemas auditivos e vocais.

      Por parte dos proprietários o investimento em projetos acústicos compensa porque os alunos ficam mais tempo nas salas de aula. Ambientes com altos índices de reverberação cansam as pessoas deixando-as irritadas e estressadas. Por parte dos professores cabe usar o bom senso em escolher bem as músicas e conhecimento fazendo o "Be A Ba". Plano de aula! Isso mesmo. Quando uma aula é bem elaborada, pensada, os exercícios escolhidos seguindo uma ordem lógica de execução, baseada em método e música com BPM e frase musical corretos para o pretendido, os alunos fazem a aula toda sem cansar. Muitos podem não saber porque foi boa, mas sabem que não fizeram uma salada de exercícios. Nas atividades coreografadas como a ginástica aeróbica e o step isso é fundamental. Não menos importante é a escolha da trilha sonora nas aulas de "spining" e das de "Bike ou Cicle Indoor" seguindo uma progressão pedagógica.

      Enfim, a música faz parte da nossa vida, da "malhação" também. Use-a a seu favor.

      Referências:

      GENTIL, Paulo. Música e Exercício. Disponível em http://www.gease.pro.br/musica_exercicio.htm Acesso em 2/9/2003;

      DEUS, Maria José; BRITTES, Janice. Os efeitos da exposição à música e avaliação acústica do ambiente em professores de academia de ginástica. Disponível em http://www.ia.csic.es/Sea/publicaciones/4370gr001.pdf Acesso em 2/09/ 2003;

      Música Terapêutica. Disponível em http://www.sonergia.com.br/inicial.asp?pagina=terapia Acesso em 2/09/2003.

 

      Para Refletir: A linguagem do amor é universal. O olhar e o beijo ardente são o melhor dicionário.

      Sobre a Ética: Vergonha e ética andam juntas e não tem meio termo. Ou você tem, ou não tem.

      FALE COM A GENTE - Se você tem alguma dúvida sobre exercício físico, mande a sua mensagem para o meu correio eletrônico. Juntos vamos aprender um pouco mais.

 

 

 

 

Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 003529

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