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FLEXIBILIDADE E CICLO MENSTRUAL.
Essa questão da flexibilidade, como não poderia deixar de ser é extensa e carreia várias opiniões, haja vista a quantidade de artigos, teses e monografias publicadas em periódicos.
Falamos aqui que a flexibilidade
pode variar de acordo com o sexo, idade, temperatura ambiente e hora
do dia. Sendo assim, as mulheres e as crianças normalmente têm essa
valência física melhor do que os homens adultos. Entretanto, um fato
gerador de discussão, face a relatos femininos, é a questão da flexibilidade
variar ou não durante o ciclo menstrual. Adeptas à modalidades onde
essa valência física é importante, tais como a ginástica Olímpica e
o balé, acusam variações no decorrer do ciclo. Sabe-se, e a literatura
comprova, que a força e a potência aeróbia são realmente modificadas
além das inúmeras e conhecidas variações de humor na TPM (Tensão Pré-Menstrual).
O treinamento de corredoras fundistas, por exemplo, leva em consideração
as variações hormonais do ciclo menstrual dividido em três fases: folicular,
ovulatória e lútea onde a primeira e a segunda nota-se uma predominância
dos hormônios estrogênicos e terceira do progesterona.
A flexibilidade foi avaliada pelo Flexiteste que engloba 20 movimentos distribuídos entre as articulações do tornozelo, joelho, quadril, tronco, punho, cotovelo e ombro. As medidas angulares foram tomadas por um único avaliador previamente treinado, durante quatro semanas, sempre no mesmo dia da semana, mesma hora, mesma sala e com temperatura ambiente controlada. Os autores concluíram que a flexibilidade não varia durante o ciclo menstrual embora haja necessidade de mais estudos nessa área. O hormônio relaxina citado em outros estudos é liberado também entre o 12º e 14º dias e repetido no 20º. Sabe-se que esse hormônio deixa os ligamentos mais frouxos e não significa melhora na flexibilidade. Há sim, de se ter mais cuidado nesses dias, em treinamentos visando flexibilidade, em função do risco de lesões ligamentares. Bom, amigos leitores. Como era esperado, flexibilidade x alongamento deu "pano pra manga". Gostaria de destacar entre as várias mensagens recebidas, a do Professor Raphael Batistella de Petrópolis, onde ele lembra que o nome alongamento foi criado por nós brasileiros para identificar um tipo de exercício destinado a melhorar a valência física flexibilidade. Lembra que o Prof. Dr. Estélio Dantas ainda faz a divisão entre alongamento e flexionamento para identificar maior e menor intensidade. Embora a comunidade científica até hoje não tenha validado a questão do "flexionamento" criado por Dantas, para nós brasileiros dá para entender perfeitamente a diferença. É quando ao executarmos um movimento no ato de alongar os Fusos Musculares e os Órgãos Tendinosos de Golgi começam a executar o papel de defesa evitando que ultrapassemos os limites podendo gerar uma lesão. Para o americano é só "Stretching exercises". Cá entre nós. Muito simplista. Essa é a grande vantagem da nossa língua portuguesa: a riqueza do vocabulário. Em função disso, já temos um outro problema. A falta de uma entidade forte na Educação Física a fim de normatizar essa nomenclatura... Bem brasileira e, para brasileiro entender.
Literatura Sugerida: ANDERSON, B. (1983) Alongue-se. São Paulo, Summus; ALICE AC; Montenegro A; Agra AC; Ernesto C; Júnior MAS - A influência do treinamento de força na flexibilidade - Revista: Vida & Saúde - Volume:1 - Número:2; BLANKE, D. (1997) Flexibilidade IN: MELLION, M.B. Segredos em Medicina Desportiva. Porto Alegre, Artes Médicas. p 87-92; DANTAS EHM; Soares JS - Flexibilidade Aplicada ao Personal Training - Revista Fitness & Performance Setembro-Dezembro/2001 - Volume:1 - Número: 0 ; FOX,E.L. & MATHEWS, D.K. (1983) Bases Fisiológicas da Educação Física e dos Desportos. Rio de Janeiro, Interamericana; HOLLMANN, W. & HETTINGER, Th. (1989) Medicina do Esporte. São Paulo, Manole; KENDALL, F.P. & McCREARY, E,K. (1987) Músculos: Provas e Funções. São Paulo, Manole.
Na INTERNET: CHAVES, Christianne Pereira Giesbrecht; SIMÃO, Roberto; ARAÚJO, Cláudio Gil Soares de. Ausência de variação da flexibilidade durante o ciclo menstrual em universitárias. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, Niterói, v. 8, n. 6, p. 212-218, nov/dez. 2002. Disponível em: http://www.boletimef.org/?canal=12&p=flexibilidade&c=1. Crédito da Imagem: www.unisite.com.br/saude/ novasfalongar.shtml
Para Refletir: Quem tenta pode errar... mas tem a chance de vencer. O medo de tentar determina o fracasso por antecipação. Sobre a Ética: As crianças na sua natureza brincam, discutem, fazem acordos e ficam de bem. Nos dão exemplo de comportamento social eticamente correto. FALE COM A GENTE - Mande a sua mensagem. Sua opinião é muito importante.
Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 3529 E-mail: lcmoraes@petrobras.com.br
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